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PROJETO ÁSIA

ANA RIBEIRO

QUEM SOU EU?

Essa sou eu, prazer!

Me chamo Ana Ribeiro e sou uma missionária natural do Paraná. Me converti aos 19 anos e, em 2018, realizei a Escola de Treinamento e Discipulado (ETED) na JOCUM Kona, onde descobri mais profundamente o chamado e a realidade das missões. Durante a fase prática da escola, servi no Camboja por aproximadamente três meses, ensinando inglês para a comunidade e fazendo evangelismo com crianças e famílias nas áreas rurais da cidade de Battambang. No mesmo ano retornei ao Brasil e retomei minha rotina de trabalho, acreditando que não serviria mais em missões integralmente, mas como mantenedora e intercessora de outros missionários. No entanto, no final de 2024, Deus me chamou para servi-Lo como missionária em tempo integral, me direcionando para um tempo de preparo e conhecimento mais profundo da Sua Palavra.

ESCOLA DE ESTUDOS BÍBLICOS

Meus colegas e tutores da EEB 2025

Durante o ano de 2025, participei da Escola de Estudos Bíblicos (EEB) da JOCUM Curitiba, uma formação de 10 meses dedicada ao estudo aprofundado de toda a Bíblia. Ao longo desse período, estudei os 66 livros das Escrituras por meio do Método de Estudo Indutivo, o que me permitiu conhecer de forma mais profunda quem Deus é e compreender melhor o Seu plano para a humanidade. Essa escola não me proporcionou apenas conhecimento teórico, mas despertou em mim uma compreensão viva do valor da Palavra de Deus como fonte de ensino, conforto, confronto e esperança. Essa experiência também despertou em mim uma consciência crescente sobre a realidade da carência bíblica no mundo. Foi nesse contexto que o tema da oralidade começou a ganhar forma em meu coração.

seminário de oralidade

Logo no início da EEB, participei de um Seminário de Oralidade, no qual ouvi, de pessoas diretamente envolvidas nesse contexto, sobre o que é a oralidade, a realidade da carência bíblica, os avanços na tradução da Bíblia para povos de tradição oral e a grande necessidade de pessoas servindo nessa área. Ao aprender mais sobre essa realidade, compreendi que grande parte dos povos do mundo se comunica, aprende e transmite conhecimento de forma oral, sem acesso à leitura e à escrita. Para esses povos, a Bíblia em formato escrito não é suficiente; ela precisa ser comunicada de maneira oral, para que a Palavra de Deus possa ser compreendida, lembrada e transmitida às próximas gerações. Fui confrontada com o fato de que existem cerca de 8000 línguas que ainda não possuem nenhuma porção das Escrituras. Isso significa que milhões de pessoas nunca tiveram acesso à Palavra de Deus em uma forma que possam compreender plenamente. Naquele momento, senti como se o Espírito Santo estivesse organizando as peças do meu quebra-cabeça, me ajudando a entender o motivo de Ele ter me conduzido até a EEB nesse momento específico, ainda que tudo ainda parecesse muito abstrato. Com o passar do tempo e à medida que continuei mergulhando na Palavra, esse tema deixou de ser apenas um conteúdo aprendido e passou a se tornar um chamado pessoal. Diante dessa realidade, compreendi que não poderia permanecer apenas na consciência ou na teoria, mas precisava responder de forma prática, me colocando à disposição para servir na área da oralidade.

TRACK DE TRADUÇÃO ORAL DA BÍBLIA

À medida que esse chamado foi se tornando mais claro, compreendi que servir na área da oralidade exigia preparo, capacitação e compromisso. Não se tratava apenas de boa vontade, mas de desenvolver habilidades específicas para comunicar a Palavra de Deus de forma fiel, contextualizada e relevante para povos de tradição oral. Foi nesse processo de oração, discernimento e busca por direcionamento que conheci o Track de Tradução Oral da Bíblia. Ao entender a proposta e os objetivos dessa formação, percebi que ela se conectava diretamente com tudo o que Deus vinha trabalhando em meu coração ao longo da EEB e do Seminário de Oralidade. O track surgiu, então, não apenas como um próximo passo, mas como uma resposta prática e intencional ao chamado que eu havia recebido.

O track está acontecendo na JOCUM Casa, em São Paulo, e tem duração de sete meses, iniciando no dia 02 de fevereiro e finalizando em 31 de julho. Durante esse período, estou sendo capacitada de forma específica para servir na área da oralidade, por meio do aprendizado em comunicação intercultural, linguística aplicada e compreensão de culturas de alta oralidade. Essa formação tem como objetivo preparar facilitadores capazes de comunicar e traduzir as Escrituras de maneira fiel, respeitando a cosmovisão e a forma como povos de tradição oral aprendem, transmitem e preservam o conhecimento, contribuindo assim para que povos não alcançados tenham acesso à Palavra de Deus em uma forma que possam compreender.

ÁSIA CENTRAL

No início de 2027 irei para a Ásia Central, mais especificamente para o Tajiquistão, para integrar uma equipe que vai pioneirar um centro de tradução que servirá não somente as demandas de tradução do Tajiquistão, mas de toda aquela região. A Ásia Central é uma das regiões mais estratégicas do mundo para a missão global, não apenas por sua diversidade étnica e linguística, mas também por sua posição geopolítica entre Rússia, China, Afeganistão, Paquistão e Irã. É um território marcado por forte influência islâmica e por países que, após a dissolução da União Soviética, passaram a viver uma complexa combinação de instabilidade política, desafios econômicos e restrições religiosas. Hoje existem na Ásia Central dezenas de línguas sem qualquer tradução da Bíblia e outras com apenas pequenas porções traduzidas, muitas vezes sem revisão, sem compreensão natural e sem acesso público. Em várias etnias o único material disponível são traduções literais inadequadas, distantes da forma como o povo realmente fala. O acesso às Escrituras permanece extremamente limitado e, em muitos casos, completamente inexistente. O Tajiquistão está entre os países com menor presença evangélica em todo o mundo. Estima-se que menos de 0,1 por cento da população seja cristã e a maior parte dos crentes vive sob vigilância, restrições legais e pressão social. O número de cristãos tem diminuído ao longo dos últimos anos devido à perseguição, à pressão econômica e à escassez de líderes formados. A igreja nacional enfrenta falta de materiais bíblicos, ausência de treinamentos adequados e pouco acesso a ferramentas que fortaleçam o discipulado e o engajamento com a Bíblia. A maior parte das comunidades cristãs depende de missionários externos para formação teológica e apoio pastoral. Ao mesmo tempo o país se mostra aberto para trabalhos de desenvolvimento linguístico, educação, tradução oral, formação de líderes cristãos e projetos humanitários que ajudam a promover estabilidade social. Essa combinação de necessidade espiritual profunda e portas abertas para iniciativas linguísticas torna a região um dos pontos mais importantes para o avanço da tradução da Bíblia no mundo hoje.

parceria missionária

Entendo que esse chamado não é vivido de forma isolada, mas em parceria com o Corpo de Cristo. Por isso, convido você a caminhar comigo nessa jornada, seja investindo financeiramente como mantenedor, sustentando esse projeto em oração como intercessor, ou compartilhando essa visão para que mais pessoas sejam alcançadas por essa causa. A vida no Tajiquistão tem um custo bastante elevado, sendo necessário R$ 9.000 mensais para cobrir custos de aluguel, alimentação, transporte e fundos ministeriais. Cada contribuição, independentemente do valor, é uma parte essencial para que esse projeto na Ásia Central se torne possível. Creio que, juntos, podemos cooperar para que povos de tradição oral tenham acesso à Palavra de Deus em sua língua do coração.

como caminhar comigo?

• Intercedendo em oração • Contribuindo financeiramente (oferta ou mantenedor) • Compartilhando essa visão

💳 Contribuições – PIX (Itaú)

Chave PIX: anacblaca@gmail.com Ana Carolina Blaca Ribeiro

Obrigada por caminhar comigo e fazer parte do que Deus está fazendo entre os povos 🤍