Ariel Gaboro artista-professor — arte-educação

Pequena bio

Ariel Gaboro é artista natural de Cianorte, município localizado na região noroeste do estado do Paraná. Reside em Florianópolis/SC desde 2017, quando veio cursar Cinema na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Em suas aproximações entre corpo-câmera, começou a cursar a Licenciatura em Teatro pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) em 2020. Antes disso... em 2013, aos 17 anos, inventou de cursar Ciência da Computação na Universidade Estadual de Maringá (UEM), pois era mais envolvido nas exatas - matemática principalmente. Entre Cálculos, Geometrias e Matemáticas, desenvolveu habilidades em softwares de edição de imagem e vídeo. Em 2015, teve seu primeiro contato com linguagens cênicas: em um curso de extensão da UEM.

Resumo-visual da trajetória artística-acadêmica de Ariel Gaboro de 2013 a 2019.

Artista-professor

Minha atuação em arte-educação tece-se na fricção entre pedagogia da percepção e a de-composição entre dança, performance e teatro. Investigo o ensino como um "mutirão" de escutas de saberes, onde os corpos-húmus tornam-se substratos sensíveis de fabulações coreográficas ecológicas. Busco, através de práticas que tencionam o mais-que-humano, cultivar zonas de estudo fugitivo, movendo o olhar para o que pulsa na natureza e na coletividade. Educação como gesto de reflorestamento do imaginário, onde o saber se de-compõe em comum.

Aulas de Teatro em tempos pandêmicos - entre o respiro e o clique

Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) — OUT/2020 - FEV/2022

Uma das atividades online consistia em assistir o curta-metragem Vinil Verde

O PIBID é um programa da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).

Durante meus dezoito meses como bolsista do PIBID, a questão “Como viabilizar uma aula de ARTE/Teatro em plena pandemia?” sempre esteve presente. Virtualmente, exerci a função de professore durante várias semanas. Sempre acompanhade por outra bolsista do projeto: Carolina Hipólito, Evelin Licker, Patricia Vieira de Castro e Ana Clara Reuter. Apenas durante o ano de 2021, tive três companheiras diferentes para dar as aulas para uma mesma turma do Primeiro Ano do Ensino Médio do EEB Simão José Hess.

Fotografias das estudantes do Primeiro Ano

O Programa de Residência Pedagógica é um programa da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), que tem por finalidade fomentar projetos institucionais de residência pedagógica implementados por Instituições de Ensino Superior, contribuindo para o aperfeiçoamento da formação inicial de professores da educação básica nos cursos de licenciatura.

SAberes do corpo em cena

instituto federal de santa catarina (IFSC), 2023

Projeto de Estágio desenvolvido no componente curricular "Estágio Curricular Supervisionado: Teatro na Comunidade I", ministrado pelo Prof. Dr. Vicente Concílio, no curso de Licenciatura em Teatro do Centro de Artes, Design e Moda, da Universidade do Estado de Santa Catarina. Orientadora: Profa. Dra. Stefanie Liz Polidoro Supervisor: Prof. Dr. Alex de Souza

No projeto "Saberes do Corpo em Cena" (2023), o gesto tornou-se palavra e o corpo, território de encontros sensíveis. Através de "devaneios disruptivos" - em diálogo com pedagogias radicais - e da pulsação dos Viewpoints, tecemos conexões entre o rastro da máscara neutra e o olhar da câmera, revelando a dança que habita cada silêncio. Uma investigação pedagógica que buscou na unidade corpomente da devoção da presença e o encantamento da criação coletiva — envolvendo Miller e Rufino.

Oficina de teatro na casa das máquinas

Fundação cultural de Florianópolis franlkin cascaes, 2023

Projeto de Estágio desenvolvido no componente curricular "Estágio Curricular Supervisionado: Teatro na Comunidade II", ministrado pelo Prof. Dr. Vicente Concílio, no curso de Licenciatura em Teatro do Centro de Artes, Design e Moda, da Universidade do Estado de Santa Catarina. Projeto realizado em parceria com Danieli Finaú e Vânia Schwenk. Orientadora: Profa. Dra. Stefanie Liz Polidoro

Situado no cruzo entre a formação acadêmica (UDESC) e o território habitado na época do estágio (Lagoa da Conceição, 2023), este projeto de Teatro na Comunidade propôs provocar sensações a procura de pedagogias de escutas e fabulações ancestrais. Entre a memória oral da Ilha — resgatando narrativas que atravessam os séculos — e a artesania de máscaras, buscamos de-compor as histórias locais em presença-dança cênica e porosidade corporal-ambiental. Orientada pelas pedagogias das encruzilhadas de Luiz Rufino e pela urgência ética de Ailton Krenak e bell hooks, a prática transformou a Casa das Máquinas em uma zona de estudo fugitivo. Através do manejo da materialidades da Lagoa e da experimentação da Máscara Neutra (Lecoq), o projeto convidou o público a uma educação sensível, onde um jogo de percepção sobre estar em um ponto de ônibus se de-compôs em coreografia de refúgio diante dos desastres climáticos. Teatro em Comunidade como gesto de reflorestamento do imaginário e fortalecimento de vínculos de coreografias sensíveis.

Registros de alguns encontros e da apresentação.

Vivência na Escola kuaray papa

Tekoa tava'í - território indígena guarani mbyá

Projeto de Estágio desenvolvido no componente curricular "Estágio Curricular Supervisionado: Teatro na Escola II", ministrado pelo Prof. Dr. Diego de Medeiros Pereira, no curso de Licenciatura em Teatro do Centro de Artes, Design e Moda, da Universidade do Estado de Santa Catarina. Projeto realizado em parceria com Julia Schardong. Orientadora: Profa. Ma. Joice Rodrigues de Lima

Este projeto, realizado na próximo ao município de Canelinha/SC, enredou-se como um estágio em formato de vivências: convivemos com os Guaranis Mbyá durante 5 dias por mês - durante três meses. Tal experiencia desafiou as ementas universitárias ao integrar os saberes ancestrais com o deslocamento entre-territórios. Nossa presença pautou-se na escuta e na convivência com as "crianças curandeiras", onde o tempo circular e o ensino multisseriado revelaram novas formas de experienciar a docência. Foi um exercício de "sujar as mãos": trocar o concreto imutável das instituições pelo barro ancestral, que permite brincar, destruir e recomeçar. Esta experiência consolidou a visão de uma educação intercultural que opera entre mundos, tratando o aprendizado não como um ponto final, mas como um processo de de-composição contínua em direção a um horizonte mais-que-humano.

laboratório e(m) Dança

conduzidos no contexto do programa de extensão Enredar-se aos Pés — práticas em eco-performance, 2024

O Enredar-se aos Pés é coordenado pela professora doutora Bianca Scliar e está envolvido com pesquisas do Laboratório de Ensaios e Imprevistos (Lab.EI). Atuando nas insurgências entre artes cênicas, dança e eco-performance, o programa utiliza o deslocamento em territórios-ecologias para ativar pedagogias da percepção e vínculos sensíveis com o mais-que-humano.

Cartazes de Divulgação (Ariel Gaboro)

Nascido do desejo imanente de dar continuidade à aproximação com o Butoh e Kazuo Ohno, este laboratório operou como uma zona de estudo das percepções dentro do programa de extensão Enredar-se aos Pés. Através de um esqueleto-vertebral de conduções rotativas, onde o "leme" do encontro era compartilhado, enfeitiçamos o espaço com práticas-imagens inspiradas na poética de Kazuo Ohno. De-compusemos a forma humana em ser-oceânico, atravessamos a sala como incensos que se transformam em cinza e cultivamos jardins onde o florescer e o morrer coabitam o mesmo gesto. Foi um exercício de pedagogia radical e sensibilidade ambiental, onde o líquido sinovial buscou ritmo no movimento das marés e das plantas, consolidando a dança como uma relação visceral com o universo e um ato de reflorestamento do imaginário cênico.

Fotografias de Ariel Gaboro

Contato

arielgaboro@gmail.com

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