EDITORIAL

O PACTO TOLERÂNCIA ZERO PELA SEGURANÇA.

2025 ficará marcado na história do Grupo Alpcon como o ano em que decidimos elevar o nosso padrão. Um ano de conquistas sólidas, de expansão técnica, de amadurecimento institucional e, principalmente, de um compromisso coletivo com aquilo que é inegociável: a vida. Encerramos um ciclo de entregas de alto impacto em clientes referenciais, ampliamos o portfólio de treinamentos do Centro de Treinamento Alpcon, incluindo NR35, Resgate com certificação internacional ANEAC, e consolidamos a metodologia formativa que hoje sustenta o crescimento do Grupo. Lançamos também a linha Alptech, dedicada à fabricação de linhas de vida, e inauguramos a Loja de Equipamentos Alpcon, um marco para nossa autonomia técnica e para o atendimento especializado aos nossos alpinistas e clientes. Mas, entre todas as realizações, uma se destaca e nos projeta para o futuro: o lançamento do Programa de Segurança Tolerância Zero. Mais que um programa, ele é um pacto. Uma decisão orientada por valores, metodologia e responsabilidade compartilhada. No dia 05 de dezembro, durante o Seminário Tolerância Zero, reforçamos — diante de toda a empresa — que não existe excelência sem segurança. A partir de agora, cada colaborador, de cada área, tem um papel claro na construção de um ambiente mais seguro, técnico, ético e humano. Esta edição é, portanto, um convite para celebrarmos o que construímos e para assumirmos juntos o compromisso com o que seremos.

Boa Leitura!

O PACTO QUE REDEFINIU O PADRÃO ALPCON

O dia 05 de dezembro não marcou apenas um evento na agenda do Grupo Alpcon. Marcou um alinhamento histórico, uma mudança de postura coletiva, um acordo tácito entre todos: a vida está no centro, e a segurança não é negociável. No auditório lotado, colaboradores das áreas de Operação, Administrativo, Comercial, Logística, CT e Facility se reuniram para participar do Seminário Tolerância Zero, que oficializou o lançamento do programa que passa a instituir — de forma permanente — o mais alto padrão de segurança da empresa. O que começou como um encontro se transformou em um pacto organizacional. Um ponto de virada. Uma nova cultura.

Conhecimento técnico e compromisso ético.

A abertura foi conduzida pelo Presidente Gilberto Matheus e pela Vice-Presidente Regiane Di Santi., que reafirmaram que o Grupo entra, a partir de agora, em uma fase mais madura: a da segurança total, auditada, mensurável e transversal, construída por todos e para todos. “Não existe crescimento sustentável sem segurança”, reforçou Gilberto em sua fala inicial, lembrando que o programa nasce como resposta à necessidade de elevar ainda mais o padrão de excelência da Alpcon. Em seguida, o especialista em auditoria de segurança Júlio Vasques — responsável pelo desenvolvimento de procedimentos rígidos, pela estruturação das regras e pelo monitoramento contínuo — apresentou os pilares técnicos que sustentam o Tolerância Zero. Júlio enfatizou que segurança não é um PDF, um formulário ou um fluxo: é comportamento, disciplina diária, rotina repetida com precisão. É ciência, mas é também hábito. “Todo acidente é evitável quando o conhecimento vira conduta”, destacou. Logo após, Plínio Bocchino, fundador da MakeNoise Cidadania e responsável pelo desenvolvimento dos conteúdos formativos e comportamentais do Alpcon Facility, trouxe uma perspectiva complementar — a humana, ética e organizacional. Sua fala gerou silêncio reflexivo no auditório: “Proteger a própria vida é o primeiro ato de liderança. Proteger o colega é o segundo. A tolerância zero nasce do respeito.” Plínio lembrou que nenhuma norma será eficaz se não houver cultura, e nenhuma cultura se sustenta sem exemplo, coerência e responsabilidade coletiva. A manhã seguiu com participações inspiradoras dos TSTs Emerson Lira e Haroldo Cardoso, do N3 Resgatista e Instrutor Felipe Sousa, e do Instrutor e Vendedor Técnico Omar Jorge.. Eles compartilharam situações reais vividas em campo — momentos em que a conduta técnica fez a diferença, momentos em que uma distração quase custou caro, momentos em que a postura de um profissional salvou o outro. Foram relatos fortes, concretos, que deixaram claro que segurança é decisão tomada a cada minuto.

Um workshop que virou jogo, receita e estratégia

A parte da tarde trouxe um dos momentos mais marcantes do seminário: o workshop da MakeNoise Cidadania, conduzido por Plínio Bocchino. Mais do que uma dinâmica, tornou-se uma metáfora poderosa. O desafio era simples na teoria e complexo na prática: criar uma receita para um projeto 100% seguro. Cada grupo recebeu uma “cozinha” simbólica: tigelas cheias de conceitos fundamentais — procedimentos, comunicação, planejamento, liderança, ética, técnica, empatia, equipamento, responsabilidade, auditoria. A brincadeira, no entanto, era séria. Eles precisavam escolher os ingredientes, equilibrar proporções, justificar combinações e apresentar ao júri, composto pela alta direção da empresa, por Júlio Vasques e pelo Engenheiro Operacional Anderson Mendes Vieira, líder direto das equipes de campo. A experiência mostrou, na prática, que segurança não é um ato isolado. É uma mistura intencional entre técnica, organização, comportamento e cooperação. É receita, mas também é processo. É método, mas também é vínculo. Ao final, mais do que aprender, os grupos sistematizaram juntos o que já sabiam: que uma empresa só é forte quando todos se comportam como guardiões uns dos outros.

O compromisso que começa agora

O Programa Tolerância Zero nasce para atuar em três frentes estruturais que, juntas, moldarão a próxima década de atuação do Grupo Alpcon:

1. Institucionalização de procedimentos e regras

Mapeamento, padronização, documentação e clareza. Todos passam a falar a mesma língua técnica — do administrativo ao campo.

2. Auditorias constantes para aprimoramento contínuo

Não há segurança sem monitoramento. Não há excelência sem revisão. A cultura do “já está bom” deixa de existir.

3. Educação permanente técnica e comportamental

Formação de lideranças, capacitação contínua, treinamentos teóricos e práticos, desenvolvimento humano e técnico. Uma escola viva, em movimento.

Mais do que um programa: um pacto

O Tolerância Zero se torna, a partir deste treinamento, um compromisso coletivo. Uma mudança cultural profunda que une: quem ensina, quem aprende, quem executa, quem lidera, quem planeja, quem acompanha. É um pacto pela segurança, pela excelência, pela produtividade sustentável e — acima de tudo — pela preservação da vida. O Grupo Alpcon inicia um novo capítulo. E esse capítulo tem um nome: responsabilidade compartilhada.

E um princípio inegociável: a vida em primeiro lugar.

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Dicas das Alturas

SEGURANÇA COMEÇA ONDE VOCÊ ESTÁ.

Segurança é um sistema vivo que depende de comportamentos repetidos, de pequenas decisões tomadas tantas vezes que viram hábito. Quando dizemos que o Programa Tolerância Zero “atravessa toda a empresa”, queremos dizer que uma falha no escritório pode se transformar em risco no campo; um atendimento mal orientado pode levar a uma escolha de equipamento inadequado; um registro incompleto no CT pode significar um procedimento errado na obra. Por isso a segurança precisa ser pensada como cadeia de responsabilidade: cada elo — por mínimo que pareça — garante a integridade do próximo. Justificativa técnica: acidentes raramente decorrem de um único erro isolado. Normalmente são o resultado de múltiplas falhas pequenas que se alinham. Quebrar essa cadeia é a essência do Tolerância Zero. Acidentes raramente acontecem por um grande erro. Quase sempre são o resultado de vários pequenos deslizes que se alinham. Quebrar essa corrente é a essência do Tolerância Zero.

Comunicação que transforma

Troque o “tem que” por “vamos juntos”. Use frases que autorizam a segurança: “Parei. Preciso reavaliar.” Dê feedbacks focados na melhoria, não na culpa.

Papel dos líderes

Liderar é tornar o exemplo visível: participar de auditorias, valorizar quem reporta riscos, reconhecer boas práticas e priorizar segurança nas metas. Quando a liderança mostra que segurança é prioridade, a cultura acompanha.

Por que isso tudo importa

Segurança não é burocracia. É vida. É família. É futuro. E começa exatamente onde você começa — no primeiro gesto, na primeira escolha, no primeiro cuidado do dia.

Ferramentas e suportes institucionais

Para que o comportamento mude, a organização precisa prover:procedimentos claros e curtos, com fluxos visuais; . checklists padronizados e fáceis de acessar (digital + impresso); . treinamentos curtos e repetidos (microlearning); . canal anônimo de relato e suporte psicológico pós-incidente; . auditorias com retorno formativo, não apenas punitivo. Segurança é um contrato silencioso entre você, sua família e seus colegas. Não é um ato único: é um compromisso renovado a cada manhã. A mudança cultural que buscamos depende de atitudes referenciais constantes. Assuma um compromisso pessoal e transforme o mundo. É no campo que a segurança se converte em prática. Aqui, cada atitude conta. Procedimento não se interpreta — se cumpre. Normas não são sugestões: são protocolos testados, revisados e validados. A pressa é inimiga da técnica e, em altura, inimiga da vida. Faça bem feito. Faça com calma. Faça como foi treinado. O cuidado com o colega é o elo mais forte da cadeia da segurança. O Tolerância Zero depende de olhos atentos e de mãos que se apoiam.

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ENTREVISTA DO MÊS

Paulo Sérgio, líder de equipe operacional da Alpcon Serviços.

Nosso netrevistado deste mês é Paulo Sérgio Santos Gomes. Técnico Nível 3 em acesso por corda, integra o time da Alpcon Serviços, considerando a empresa não apenas um local de trabalho, mas uma verdadeira família. Atua no segmento de acesso por corda há 14 anos, período no qual construiu uma sólida trajetória profissional, acumulando diversas formações, entre elas técnico em mecânica, técnico em pintura e resgate. Também possui dois anos de experiência em trabalhos embarcados, o que ampliou sua visão operacional e sua capacidade de atuação em ambientes de alta complexidade. Atualmente, Paulo Sérgio é uma das lideranças operacionais da Alpcon. ALP: O que mais te impactou no Seminário Tolerância Zero e por quê? PAULO: O que mais me impactou no Seminário Tolerância Zero foi compreender, de forma muito clara, a importância da vistoria prévia da obra como base de toda a operação segura. Entender a atividade que será executada, as condições reais do local, os riscos específicos envolvidos e, a partir disso, definir corretamente o prazo de execução e a composição da equipe deu de ser apenas uma etapa formal e passou a ser reconhecido como um fator decisivo de segurança. ALP: Como você enxerga a importância da padronização de procedimentos para o trabalho em altura? PAULO: Enxergo a padronização de procedimentos como fundamental para a segurança e a eficiência no trabalho em altura. Quando um Procedimento Operacional Padrão (POP) é formalizado, ele não pode existir apenas no papel: precisa ser compreendido, internalizado e corretamente aplicado por toda a equipe envolvida na atividade. A padronização cria uma base comum de entendimento, garantindo que todos executem a tarefa a partir dos mesmos critérios técnicos, das mesmas etapas e dos mesmos limites de segurança.  ALP: O workshop do período da tarde trouxe uma dinâmica diferente. Qual foi o aprendizado mais marcante para você nessa experiência? PAULO: O aprendizado mais marcante do workshop da tarde foi a importância de conhecer profundamente a equipe e saber direcionar a pessoa certa para a função certa em cada atividade. A dinâmica deixou muito claro que segurança não depende apenas de procedimentos e equipamentos, mas também da composição correta da equipe e da liderança exercida no dia a dia. ALP: De que forma o Programa Tolerância Zero muda sua postura no dia a dia da operação? PAULO: O Seminário Tolerância Zero impactou diretamente a minha postura no dia a dia da operação. Passei a atuar com ainda mais atenção na supervisão e no acompanhamento do planejamento da obra, na orientação clara e na divisão adequada das tarefas entre a equipe, e na elaboração cuidadosa do relatório diário de obra, entendendo que cada uma dessas etapas influencia diretamente a segurança e o desempenho do trabalho em campo. Mais do que ajustes operacionais, o seminário provocou uma mudança real na minha forma de pensar e de conduzir as atividades. ALP: Qual mensagem você deixaria para seus colegas de profissão sobre a cultura de segurança que estamos construindo? PAULO: A principal mensagem que eu deixo para meus colegas de profissão é que a nossa segurança precisa estar sempre em primeiro lugar. Nenhuma tarefa, prazo ou resultado é mais importante do que a vida. É fundamental que a percepção de risco seja compartilhada imediatamente com a equipe. Quando alguém identifica um perigo, isso não é fraqueza — é responsabilidade. Falar, parar e buscar juntos alternativas seguras é a melhor forma de eliminar riscos antes que eles se tornem acidentes. Também é essencial que todos nós absorvamos e coloquemos em prática os recursos, treinamentos e programas de segurança que a empresa investe e disponibiliza. Tudo isso existe para proteger pessoas, fortalecer o trabalho em equipe e garantir o bem comum.

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NOVIDADES ALPCON

Gilberto Matheus, presidente de CEO do Grupo Alpcon.

2025 nos ensinou muito. Ensinou que nenhuma conquista acontece sem união. Que segurança não é apenas um procedimento — é um valor. Que crescer exige coragem, mas exige também humildade para aprender e capacidade para se reinventar. Ensinou, sobretudo, que somos mais fortes quando caminhamos juntos. Que venha 2026!

Primeira Turma do Curso de Resgate. Mais uma conquista.

O Centro de Treinamento Alpcon celebra com orgulho a formação do primeiro grupo de profissionais especializados em Resgate com certificação ANEAC, um marco importante na trajetória da empresa e no fortalecimento da cultura de segurança e excelência técnica no trabalho em altura. Essa conquista representa mais do que a conclusão de um curso: simboliza o compromisso do Grupo Alpcon com a qualificação de alto nível, com padrões internacionais de segurança e com a preparação de profissionais capazes de atuar com precisão, liderança e responsabilidade em situações críticas. A certificação ANEAC reforça a seriedade do processo formativo, unindo rigor técnico, prática intensiva e desenvolvimento comportamental — pilares fundamentais para operações de resgate seguras e eficientes. Olhando para o futuro, 2026 já nasce com uma agenda robusta de treinamentos, estruturada para atender às crescentes demandas do mercado por profissionais altamente capacitados em resgate e acesso por corda. Novas turmas, módulos avançados e formações contínuas estão sendo planejados para ampliar o alcance e o impacto dessa especialização. Seguimos firmes no propósito de formar profissionais de excelência, elevar padrões e proteger vidas. Esse é o caminho da Alpcon.

Mosaico das Realizações

Este mosaico de fotos reúne muito mais do que imagens: ele guarda momentos que marcaram a trajetória do Grupo Alpcon ao longo de 2025. Cada registro conta um pedaço da nossa história — feita de trabalho intenso, decisões importantes, aprendizados constantes e conquistas coletivas. Aqui estão retratados os principais acontecimentos do ano: projetos realizados com excelência em clientes estratégicos, treinamentos que elevaram o nível técnico das equipes, o fortalecimento da cultura de segurança com o lançamento do Programa Tolerância Zero, a formação de novos profissionais, eventos internos, encontros de alinhamento e também os momentos de celebração que reforçam nossos laços como equipe. As imagens revelam o que nos move diariamente: pessoas comprometidas, liderança presente, técnica aplicada com responsabilidade e um cuidado permanente com a vida. Mostram que cada avanço foi fruto de planejamento, cooperação e da dedicação de colaboradores, parceiros e clientes que caminharam conosco.

Parceria que eleva padrões

Por mais um ano consecutivo, o Grupo Alpcon celebra a parceria sólida e crescente com a ANEAC, uma aliança estratégica que vem contribuindo de forma decisiva para a qualificação de profissionais preparados para atuar com excelência em serviços de acesso por cordas e operações de resgate, no Brasil e no exterior. Essa parceria reforça um compromisso comum: formar profissionais altamente capacitados, alinhados a padrões técnicos rigorosos, às melhores práticas internacionais de segurança e a uma postura ética indispensável para atividades de alta complexidade e risco. Ao longo deste ano, a união entre Alpcon e ANEAC possibilitou a entrega de treinamentos especializados, certificações reconhecidas e experiências práticas de alto nível, ampliando a capacidade do mercado de responder às demandas cada vez mais exigentes dos setores industrial, corporativo e de infraestrutura.

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INSIGHTS MAKENOISE CIDADANIA ESG

TOLERÂNCIA ZERO: ÉTICA, EMPATIA E O FUTURO

Implementar o Programa de Segurança Tolerância Zero não é uma operação de gabinete nem um conjunto de documentos a mais na prateleira. É — antes de tudo — uma decisão moral. Uma decisão por preservar vidas; por proteger famílias; por garantir que cada retorno para casa seja uma promessa cumprida. Na prática, isso significa que a segurança deixa de ser apenas técnica para se tornar ética aplicada: comportamento que traduz valores em ações concretas, cotidianas e repetidas. A seguir, aprofundamos por que ética, empatia, respeito, responsabilidade e disciplina são os eixos desse programa; como eles se traduzem em atitudes práticas; e que papel cada pessoa e a organização têm na construção de um futuro mais seguro.

1. Ética aplicada: porque normas sozinhas não bastam

Normas objetivas reduzem variabilidade técnica; ética reduz a variabilidade humana. Procedimentos bem escritos evitam erros sistemáticos; ética pessoal evita escolhas deliberadas e atalhos perigosos. Um procedimento define o que fazer; a ética determina por que fazê-lo mesmo quando é mais difícil.

  • Ética aplicada exige que cada colaborador internalize que a decisão imediata (por exemplo: iniciar uma atividade com um EPI que aparenta estar OK) é também uma escolha por um conjunto de consequências futuras (a segurança de um colega, a tranquilidade da família dele).
  • A organização deve tornar explícito o porquê por trás de cada norma: não apenas “use o ponto X”, mas “use o ponto X porque ele protege da falha Y e evita a perda Z”. Entendimento profundo gera adesão verdadeira.
  • A ética também pauta as ações pós-ocorrência: relatar sem medo, admitir erros e priorizar aprendizado sobre punição.

Incluir em treinamentos momentos de reflexão ética (casos reais, dilemas) e não só instruções técnicas; discutir consequências humanas de decisões aparentemente “técnicas”.

2. Empatia: ver o outro como extensão do seu próprio futuro

Empatia transforma regras em cuidado. Quando vejo o colega como alguém que pode voltar para casa para cuidar dos filhos, estou mais propenso a intervir, a checar, a questionar riscos. A empatia cria responsabilidade compartilhada.

  • Treinos e dinâmicas (como o workshop “receitas seguras”) devem incluir exercícios que coloquem o colaborador no lugar do outro: simulações em que a falha afeta diretamente a família, ou testemunhos reais de perdas evitadas por atitudes de colegas.
  • Implementar rituais simples: no briefing de início de turno, cada um nomeia “por quem eu trabalho hoje” — isto cria vínculo emocional com a segurança.
  • Promover histórias internas (com anonimização quando necessário) que mostrem como uma ação empática salvou vidas — narrativas são poderosas para mudar comportamento.

Métrica de impacto: aumento do número de intervenções preventivas (quando um colaborador interrompe a tarefa por perceber risco em outra pessoa) e relatos de quase-acidentes compartilhados.

3. Respeito: às regras, às lideranças, e à técnica que protege

Respeito não é subserviência; é reconhecimento de que procedimentos e líderes existem para reduzir riscos. Respeito constrói confiança na cadeia de comando e na expertise técnica.

  • Clarificar papéis e responsabilidades de forma visível; quem decide em situações de risco e como comunicar a decisão.
  • Formular códigos de conduta que incluam respeito explícito a procedimentos e que tratem o questionamento técnico como sinal de cuidado, não como afronta.
  • Estabelecer canais formais e informais onde líderes explicam as decisões técnicas e recebem feedback — isso reforça legitimidade e adesão.

 Isso leva a menos resistência a auditorias e maior rapidez na implementação de correções.

4. Responsabilidade: reconhecer que pequenos desvios geram grandes riscos

O conceito de “acidente” é frequentemente o resultado final de uma série de microdesvios. Responsabilidade é a vigilância ativa sobre esses desvios — e a disposição de corrigi-los imediatamente.

  • Implantar e divulgar o conceito de "cadeia de erros": treinar equipes para identificar sinais fracos (pequenas não conformidades) e agir sobre eles.
  • Instituir a Regra dos Dois Minutos (se algo não está claro, pare e confirme) como padrão cultural aceitável e valorizado.
  • Criar rotinas de feedback e correção que sejam rápidas, sem carregar a culpa como primeiro motor — foco no conserto e não na punição.

A medição reduz de desvios repetidos; tempo médio entre identificação de não conformidade e ação corretiva.

5. Disciplina: o hábito que transforma política em cultura

A disciplina é a ponte entre intenção e prática. Sem repetição e ritualização, o melhor treinamento se perde em semanas. Disciplina converte conhecimento em reflexo.

  • Estruturar rituais simples e curtos . Rotina facilita memória e execução.
  • Promover treinamentos frequentes que reforcem um comportamento por vez — por exemplo, um vídeo curto por semana sobre checagem de mosquetões.
  • Reforços positivos: reconhecer publicamente quem demonstra disciplina no cotidiano; isso cria modelos comportamentais.

Os impactos esperados são edução de erros por esquecimento e aumento da conformidade voluntária.

6. Liderança comportamental: a mudança que começa no exemplo

Políticas mudam no papel quando a liderança demonstra prioridade real — tempo dedicado, presença em campo, decisões que priorizam segurança sobre prazos.

  • Líderes participam ativamente de auditorias, briefings e workshops; visibilidade da liderança legitima a prioridade de segurança.
  • Incluir metas de comportamento seguro nas avaliações de desempenho e nas metas da liderança. Resultado: líderes têm incentivo direto para priorizar segurança.
  • Treinar líderes em comunicação empática e em gestão de incidentes sem estigmatizar. Liderança que escuta vira liderança que aprende.

Quando uma atividade é paralisada por risco, a direção deve apoiar a decisão publicamente, não apenas em privado — isso reforça a cultura de interrupção segura.

9. Consequências sociais e familiares: ampliar o horizonte moral

Quando lembramos que a segurança protege famílias, o sentido do trabalho muda. Segurança deixa de ser apenas para “a empresa” e vira cuidado intergeracional.

  • Campanhas internas.
  • Programas de apoio pós-incidente para famílias — demonstração concreta de que a organização assume o compromisso social por trás das palavras.

10. O Pacto: transformar palavras em espelho coletivo

O Pacto Tolerância Zero é mais do que um documento: é um espelho que nos pergunta sobre quem somos. Para que esse espelho reflita transformação, cada colaborador deve reconhecer que:

  • as ações cotidianas têm impacto real;
  • a empatia não é opcional, é ferramenta de prevenção;
  • disciplina é cuidado;
  • liderança é presença e exemplo.

Ética em ação: a segurança como legado

Tolerância Zero é, no fundo, sobre legado. Sobre o que deixamos para trás: carreiras sem luto desnecessário, equipes que trabalham com orgulho, famílias inteiras que continuam suas histórias. Implementar esse programa é escolher um futuro onde competência técnica e integridade humana andam juntas.

A mudança é possível porque depende de gestos — repetidos, assumidos e celebrados. Começa na primeira atitude do dia. Começa com você. Segurança é futuro. É família. É vida.

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MENSAGEM DE ANO NOVO

UM ANO NOVO NAS ALTURAS.

Um ano termina. Outro se abre diante de nós — novo, cheio de possibilidades, pronto para ser construído com as mãos, a coragem e a responsabilidade que marcam a história do Grupo Alpcon. 2025 foi um ano de trabalho intenso, de desafios enfrentados, de aprendizados profundos e de superações quese  tornaram conquistas. Cada contrato entregue, cada operação concluída, cada aluno formado e cada parceria consolidada foi resultado direto do empenho de pessoas que acreditam no que fazem e que, juntas, constroem mais do que serviços: constroem confiança. Por isso, antes de desejar qualquer coisa para o ano que chega, queremos agradecer. Agradecer a cada colaborador que, com disciplina e compromisso, transformou o Programa Tolerância Zero em cultura viva. Agradecer aos clientes que nos confiaram seus projetos, seus desafios e, sobretudo, suas vidas e as vidas de suas equipes. Agradecer aos parceiros que caminharam ao nosso lado, enfrentando complexidades e celebrando entregas. E agradecer aos amigos que, de perto ou de longe, torceram, apoiaram e acreditaram na nossa trajetória. Agora, abrimos as portas para um novo ciclo. Que 2026 traga prosperidade, oportunidades, crescimento sustentável e, acima de tudo, realizações seguras. Que seja um ano em que cada colaborador alcance seus objetivos, cada cliente veja seus projetos prosperarem, cada parceiro fortaleça seus caminhos ao nosso lado e cada amigo celebre conquistas reais. Desejamos que o próximo ano seja feito de resultados construídos com as mesmas bases que nos trouxeram até aqui: ética, técnica, respeito, empatia e responsabilidade. Que possamos seguir elevando a excelência, inovando, formando profissionais, entregando resultados e honrando o legado que estamos construindo — juntos.

O Grupo Alpcon deseja a todos um Ano Novo próspero, seguro e inspirador. Seguimos juntos. Sempre.

ATÉ A PRÓXIMA EDIÇÃO